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07/12/22

« Mirror, mirror on the wall...

 ...Who's the grimmest of them all? »


M - 1931


Joker - 2019


Apesar da semelhança entre as imagens (e entre a doença mental das personagens em questão---coincidências?), são mais as diferenças que separam estes dois "filmes-sociais" do que as similaridades que os aproximam. 

A sociedade/civilização no filme de Lang está fundada na ordem, na harmonia entre as partes, e num sistema de "equilíbrios e compensações" que é em último caso eficaz (mesmo que bastante ineficiente).

O filme de Todd Phillips por seu lado aposta as suas fichas na incapacidade institucional em curar a corrupção e as feridas do "sistema", e na emergência do caos urbano e do motim como resultados inevitáveis (desejáveis?) da decadência social.

O filme de Lang denuncia o "vigilantismo" e a tomada da justiça pelas mãos populares, enquanto o filme de Phillips parece abraçar a ideia.

Ainda assim, teria sido interessante perceber se Lang tornaria a filmar "o mesmo filme", e manteria a mesma "fé" nas estruturas sociais, uns anos mais tarde, no contexto em que Hitler e o Partido Nazi haviam já tomado as rédeas do poder.

29/09/20

The Stuff Dreams are Made Of

 

The Maltese Falcon - Relíquia Macabra - 1941
 
Laura - 1944
 

01/01/15

Murder, My Sweet






Dame May Whitty conversa com Ingrid Bergman em Gaslight - Meia Luz, de George Cukor - 1944






















Robert Walker e Farley Granger em Strangers on a Train - O Desconhecido do Norte-Expresso, de Alfred Hitchcock - 1951

17/12/14

Magic in Moonlight


Jean Gabin e Ida Lupino, em Moontide - Maré Alta (1942)

O elo entre o realismo poético francês, o expressionismo alemão e o film noir "americano" está nesta fita, que começou a ser rodada por Fritz Lang e terminou com Archie Mayo ao leme. Jean Gabin, figura central do cinema francês dos anos 30, participou em três filmes precursores do noir, aquilo que viria a ser o género temático dominante em Hollywood ao longo dos anos 40: Pépé le Moko (r. Julien Duvivier – 1937), La Bête Humaine – A Fera Humana (r. Jean Renoir 1938) e  Le Quai Des Brumes - Cais das Brumas (Marcel Carné – 1938). A sua carreira na América estaria contudo votada ao fracasso, e Gabin ainda foi a tempo de se juntar às tropas francesas durante a 2ª Grande Guerra, combatendo no norte África as forças de Hitler. Regressou a Paris integrando a força militar aliada, durante o movimento de recuperação territorial da Europa, depois do dia D.



Em Moontide, Gabin interpreta uma personagem ambígua, a braços com um passado misterioso que ele próprio não consegue esclarecer. Como nos melhores noirs, um dia esse passado virá cobrar a sua dívida...